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Kant: Sensus communis e razão pública - Kant: Sensus communis and public reasoning

Učník, L. (2004) Kant: Sensus communis e razão pública - Kant: Sensus communis and public reasoning. Impulso: Journal of Social Sciences and Humanities, 15 (38). pp. 105-117.

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Nos dois últimos anos ocorreu uma mudança repentina: a retórica da liberdade substituiu a linguagem dos direitos humanos. Que tipo de liberdade se alega nessas declarações? Ela é uma nova mercadoria a ser exportada? Pode ser vendida a outros países como os hambúrgueres do McDonald’s? É algo a ser embalado, transportado, colocado no mercado e usado de maneira direta? O que significa realmente essa mudança na oratória política? Para abordar a questão da liberdade de uma nova maneira, revisito os argumentos de Kant sobre o uso da razão pública. Segundo ele, para sermos livres, devemos ter um espaço público em que podemos aprender como pensar por nós mesmos. Para fazer julgamentos bem-acabados em assuntos que dizem respeito a todos nós, precisamos de conhecimento sobre os pensamentos de outrem. Kant argumenta que proibir a livre expressão do pensamento em público reduz a liberdade de pensamento. Como pensar livremente, se não podemos comparar nossos pensamentos com os dos outros? Depois de 11 de setembro de 2001, quando Bush pediu apoio à sua guerra contra o terror, a opção ficou clara: ou você está conosco ou está contra nós. Uma opção entre ou tudo ou nada. A mentalidade ampla do sensus communis de Kant está infelizmente ausente nesse tipo de política.

Over the past two years, a sudden shift occurred: the rhetoric of freedom replaced the language of human rights. What kind of freedom is invoked in these proclamations? Is freedom a new commodity, which we can export? Can freedom be sold to other countries as MacDonald’s hamburgers? Is freedom something that can be packaged, transported, put on the market and used in straight forward way? What does this shift in political oratory really mean? In order to approach the question of freedom anew, I revisit Kant’s argument about the use of public reasoning. According to Kant, in order to be free, we must have a public space where we can learn how to think for ourselves. To be able to pass well-rounded judgments on matters concerning us all, we require knowledge about the thoughts of others. Kant argues that prohibiting free expression of thought in public curtails “freedom of thought.” How can we think freely if we cannot compare our thoughts with those of others? As Kant stressed throughout his writings, to think for oneself is paramount to rejecting heteronomy. After 11 September 2001, when Bush called for support in his war on terror, the option given was simple: either you are with us or you are against us. An ‘all or nothing’ choice. The enlarged mentality of Kant’s sensus communis is sadly missing in this kind of politics.

Item Type: Journal Article
Murdoch Affiliation(s): School of Arts
Publisher: Universidade Metodista de Piracicaba
Copyright: The Author
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Notes: Impulso: revista de ciencias sociais e humanas
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